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ícone destaque Cão Obediente, Blumenau e GasparAnsiedade de separação em cães! Parte 4

 Por Emmanuelle Moraes, do blog Educadora Canina

 
Abaixo ficam algumas dicas de como trabalhar o seu cão para que aprenda a ficar só e diminuir a ansiedade.
 
Ensinando o cão a ser mais independente
 
É muito importante que o seu cão aprenda a ser mais independente de você. Este é um ponto crucial do tratamento da síndrome de ansiedade por separação.
Para tanto, inicie as seguinte medidas:
  • Não dê atenção para o animal quando ele pedir e sim quando você iniciar a interação. E, antes disso, peça sempre ao cão que execute algum exercício (sentar, dar a pata, deitar etc.) para só então começar a interagir.
  • Defina horários para a refeição do cão e ajuste de maneira que coincidam com a hora da sua partida, desta forma ele terá algo para se entreter neste momento e, provavelmente, de “barriga cheia” tenderá a dormir. Aproveite para colocar a comida em “brinquedos dispensadores de alimento”, tais como o Kong, ou para fazer “esconderijos” para a comida e/ou “caminhos” que indiquem onde fica o restante do pote.
  • Acostume o seu cão a ficar sozinho mesmo quando você estiver em casa. É importante que você comece este exercício de forma bem “fraca” e aumente o tempo de forma gradual, conforme ele apresente resultados positivos no tempo anterior. Se você evoluir antes da hora (e exagerar no tempo) tenderá a por tudo a perder. Comece fechando as portas da casa quando passar por elas, de maneira que o peludo não possa entrar junto de você, por exemplo: se vai ao banheiro, cozinha e quarto, passe e feche a porta sem que o animal entre junto no cômodo. Com a porta fechada, conte até 5 e saia do recinto. Comece a fazer isso em toda oportunidade que encontrar pela casa. Não fale com o animal ao entrar, nem após sair, apenas continue a sua rotina. Com o tempo, vá aumentando o tempo em que permanece dentro do cômodo isolado do cão, por exemplo: 5 segundos, 10 segundos, 20 segundos, 1 minuto...
  • Ensinando a ficar calmo quando sozinho. Quando obtiver evolução considerável no exercício anterior, inicie o seguinte exercício:
  • Quando estiver em casa, coloque o cão em outro cômodo da casa ou na caixa de transporte e ofereça um delicioso Kong recheado. Deixe que ele permaneça lá com o brinquedo e aguarde por 5 a 10 minutos e então libere o cão de maneira que, se ele desejar, possa sair de lá. Isso requer ter timming para que o cão seja liberado antes de começar a latir ou arranhar a porta.
  • Não fale com o seu cão quando for sair de casa ou quando for chegar. Não lhe dê “tchau!”, muito menos “oi!” quando tiver que sair ou chegar. Falar com o cão, dar-lhe carinho, responder a um “choramingo” só faz com que o seu animal fique ainda mais ansioso. Este é um ponto onde há grande resistência por parte dos tutores, que consideram que seguir tal orientação fará com que o animal se sinta menos “amado” ou então, deixado de lado. Seguir a orientação acima não fará com que o seu cão sinta-se rejeito, mas fará com que diminua a sua ansiedade, e consequentemente, com que sofra menos com esse problema.
  • Seu cão (mesmo você acreditando que sim) não entende o conteúdo da sua explicação como um humano (“Mamãe vai sair e já volta, tá?”), mas percebe claramente que algo que ele não gosta (você sair de casa/ficar sozinho) está por acontecer e, desta forma, a ansiedade (objeto maior do problema comportamental em tela) só tende a aumentar. O mesmo acontece quando o tutor chega em casa e faz festas com o cão, que já se encontra em estado de “euforia” e que termina sendo recompensado.
  • Crie uma associação positiva com a sua saída. Quando for sair de casa ofereça um Kong recheado ou um osso recreacional para o seu cão, criando uma associação positiva com a sua saída. De preferência use algo específico para esse momento que não será usado em nenhuma outra ocasião do dia. Pode ser um recheio especial para o Kong que só será usado na hora da saída do tutor, por exemplo, ou um brinquedo/osso que é recolhido depois de sua chegada. Independente de o animal ter comido todo o recheio, quando chegar em casa você deverá retirar a recompensa e guardar para só ser usada durante sua ausência.
  • Quebrando a rotina das saídas. Todos possuímos certos “rituais” antes de sair de casa que, embora nem estejamos conscientes deles, os cães os conhecem perfeitamente. Por exemplo, antes de sair tomamos banho, escovamos os dentes, passamos perfume, acendemos algumas luzes, trocamos a água do cão etc. Sendo assim, identifique tais hábitos que executa antes da partida e desmembre-os completamente. Passe o perfume e ligue a TV. Pegue as chaves e vá comer algo. Segure a bolsa e deite na cama. Vista a roupa e vá fazer o café. A intenção é confundir o cão quanto ao exato momento da saída e fazer também com que ele diminua a ansiedade ao ver que, mesmo tendo pego as chaves, o tutor não saiu mas sim, foi ver TV, lavar roupa etc.
Outras medidas a ser consideradas:
  1. Atividade física diária: indicado também antes da saída dos tutores
  2. Deixar o cão em um Day Care (creche canina)
  3. Enriquecimento ambiental
  4. Não brigar com o cão pelas coisas que tenha destruído ou pela sujeira que tenha feito durante a ausência.

Fonte MãedeCachorro

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